2016-05-25 10:41:37

O Lupus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica que afeta os mais diversos órgãos e tecidos. Há desregulação do sistema imunológico que faz com que tecidos próprios do indivíduo sejam atacados.
Pode se manifestar durante a gestação devido à sua prevalência no sexo feminino e na idade de 25 a 35 anos.
As mulheres com lúpus podem engravidar, entretanto, como em todas as doenças crônicas pré-existentes, o ideal é que a concepção ocorra no momento de maior estabilidade clínica. No LES, o ideal é planejar a gestação para um momento em que haja ausência de crises há pelo menos 6 meses.
Pela modulação que ocorre no sistema imunológico das gestantes, a doença pode se manifestar, melhorar ou piorar. Os marcadores de doença são importantes para selecionar aquelas que merecerão atenção redobrada. As gestações possuem maior risco em mulheres com atividade renal da doença.
As lesões são causadas pela passagem transplacentária de anticorpos que atingem principalmente coração e pele do feto. As lesões da pele surgem após o nascimento e desaparecem após o sexto mês de vida.
Já o bloqueio cardíaco é mais grave e pode necessitar até mesmo de cirurgia.
O exame diagnóstico é o Ecocardiograma fetal, realizado preferencialmente de 16 a 24 semanas de gestação.
O bloqueio cardíaco fetal apresenta taxa de 19% de óbito. Este é causado por Insuficiência cardíaca fetal, hidropsia, derrame pericárdico. O tratamento é feito com uso de corticoide em altas doses pela mãe.
Precauções Importantes:
Pressão arterial – deve ser verificada com atenção devido ao seu aumento associado ao LES. Lembremos que a pré-eclampsia deriva de malformações do desenvolvimento placentário, por alterações vasculares. Estas alterações vasculares são mais frequentes nas pacientes com LES.
Rotina pré-natal – Deve incluir exames específicos de danos orgânicos como
avaliação de funções hepática e renal. Além disso, os fatores inflamatórios e anticorpos de atividade da doença como o anti-DNA e complemento.
Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide deve ser pesquisada em associação ao LES. Esta é responsável por perdas fetais de repetição e aumento do risco de tromboses maternas.
Consulta com reumatologista – pelo menos trimestral é importantíssima para o melhor acompanhamento da paciente. A comunicação entre os profissionais que acompanham a paciente auxilia na obtenção de melhores resultados.
Ultrassonografias para acompanhar crescimento fetal a cada 15 dias. Pela alteração vascular, podem ocorrer restrição de crescimento fetal e até mesmo sofrimento.
Fonte: https://gravidezesaudedamulher.com/2015/06/29/lupus-e-gestacao/